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Desejo sexual hipoativo
(falta de vontade de fazer sexo, frigidez)

O desejo de fazer sexo pode ser tomado por muitos como algo totalmente irracional e instintivo. Pessoas que aparentemente não sentem vontade de fazer sexo se perguntam: por que eu não sinto vontade? Será que sou anormal? Quando a vontade vai aparecer? Isso é fruto do pensamento que o sexo é igual para todos e isso não é verdade.

Somos animais superiores na escala evolutiva. Realmente, a vontade é algo que aparece instintivamente (coordenada pelas variações hormonais, idade e etc), porém, nossas emoções podem regular sua exteriorização. Fazer sexo é algo modulado por nossa sexualidade, ou seja, o desejo instintivo de se relacionar intimamente com outra pessoa passa pelo crivo de cada indivíduo, sendo este formado por princípios morais, sociais, educacionais e religiosos que começam a interferir na atitude da pessoa. Tal força moduladora é tão presente que a vontade irracional instintiva pode ser bloqueada em local inconsciente, nunca atingindo o consciente. Essas pessoas sentem desejo, porém não sabem e isso gera sintomas (depressão, angústia, ansiedade entre outros).

Comumente os pacientes procuram um médico na esperança de obter um diagnóstico preciso de seu problema. O desequilíbrio hormonal é a principal “saída” que os pacientes querem ouvir. Essa seria uma maneira de “resolver” um problema usando o diagnóstico como consolo; “afinal não é culpa minha, é do meu corpo”.

Infelizmente os distúrbios hormonais constituem a menor parte desse problema e muitas vezes é conseqüência dele. A novidade é que as pessoas têm de tomar consciência que são corpo e mente e que o médico é um facilitador no processo terapêutico. A participação do paciente é o principal para sua melhora, pois não dá para “terceirizar” o tratamento, tem que participar.

Dr. João Borzino refere que o desejo sexual hipoativo (frigidez), é muito mais incidente na mulher. Elas fogem das situações em que o sexo é provável, evitam demonstrar sua sensualidade atingindo sobrepeso, não cuidando de sua aparência, inventam dores e desentendimentos angustiantes do cotidiano para postergar uma situação erótica. Isso é altamente explicável pela maneira repressora que  são criadas. Para a grande maioria sexo sempre foi proibido desde de criança. Não houve uma educação sexual a favor do conhecimento do seu corpo, do corpo do parceiro e aprendizado de como tudo isso poderia lhe proporcionar prazer. A mulher tem desejo, porém reprimido.

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